Segunda-feira, dia 23 de março, foi o dia do início das atividades. Inaugurámos o Passeio dos Leitores e o espaço Troca aqui o teu livro.
Pelo recinto escolar foram também dispostos
diversos livros que ficaram à disposição de eventuais leitores.
Na sala de professores, foi colocado um
expositor para dar destaque a sugestões de leituras “SPAL - Só para amantes de
livros” - sustentadas numa breve ficha onde o proponente registou a sua opinião
sobre o livro, assim como uma classificação com a atribuição de estrelas.
Foram ainda inauguradas diferentes exposições.
Terça-feira, dia 24 de março, foi o dia do
ato eleitoral dos Miúdos a votos, uma
iniciativa promovida pela Rede de Bibliotecas Escolares em parceria com a VISÃO
Júnior. Depois de semanas de campanha, chegou finalmente o momento de decidir.
Logo pela manhã, a escola ganhou um ambiente
diferente. A urna preparada, os boletins organizados e os alunos começaram a
formar filas, tal como acontece nas eleições verdadeiras. Sentia-se também
algum nervosismo, especialmente entre aqueles que participaram ativamente nas
campanhas pelos seus livros favoritos:
📚 Amor e Gelato
📚 As Aventuras de João Sem Medo
📚 O Rapaz do Pijama às Riscas
📚 O Diário de um Banana
Cada aluno, ao entrar na sala de votação, assume um papel importante: o de eleitor. Com responsabilidade, escolhe o livro em que quer votar, dobra o boletim e deposita-o na urna. Este gesto simples representa muito mais do que uma escolha — é um exercício de cidadania, onde todos têm voz e opinião.
O dia da votação no “Miúdos a Votos” não é apenas sobre livros — é sobre aprender, crescer e fazer ouvir a própria voz.
Pelas 10 horas foi também apresentada, no
Auditório do CTE, a “vagamente” palestra “Abominável
Mundo Novo: profecias literárias para um presente inquietante”, dinamizada pelo
professor Jorge Ferreira para as turmas 10.º E, 12.º B e 12.º
E.
Partindo
de obras de ficção científica
e distopias bem menos inocentes do que o nome do género por vezes faz supor, a sessão levou os
alunos a percorrer alguns dos grandes pesadelos literários da modernidade:
sociedades vigiadas, tecnologias invasivas, manipulação genética, inteligência
artificial, falsa socialização digital e outros prodígios com que a humanidade
tem vindo, com assinalável entusiasmo, a sabotar-se a si própria.
Entre Frankenstein, 1984, Admirável
Mundo Novo, Neuromancer, O Homem do Castelo Alto ou a trilogia de Cixin Liu,
procurou-se mostrar como muitos destes livros, mais do que inventarem futuros
extravagantes, anteciparam medos, vícios e dilemas que hoje já parecem
desconfortavelmente familiares.
A sessão terminou com um desafio
lançado aos alunos: imaginar, em poucas frases, a grande mudança que poderá
marcar a próxima década,
as tecnologias a ela associadas e o seu eventual impacto na humanidade. Esses
textos serão guardados numa caixa a enterrar na escola, com a promessa de ser
desenterrada daqui a dez anos.
Porque,
no fundo, ler também é isso:
tentar ouvir, um pouco antes dos outros, os passos do futuro.
Hoje, quarta-feira, dia 25 de março, decorreu a sessão “Ilustrações que nos desassossegam”, dinamizada por Marta Nunes. Tiveram oportunidade de assistir a esta sessão três turmas de 12° ano.


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