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terça-feira, 5 de maio de 2026

Hoje celebramos o Dia Mundial da Língua Portuguesa!

A BE proporcionou a alunos de 3º ciclo uma palestra enriquecedora sobre o valor global da nossa língua, um património que nos une e nos leva mais longe.

A sessão contou com a participação especial de um estudante timorense da UBI, o Florêncio, que partilhou a sua experiência sobre a importância do português em Timor-Leste, evidenciando o seu papel na identidade, educação e ligação entre culturas.

A equipa da BE agradece a disponibilidade e a generosidade do Florêncio, que saiu deixando no ar a promessa de voltar à nossa escola. Cá o esperamos!

- Na BE, temos disponíveis alguns Kahoots para assinalar este dia.

- A BE está a participar na iniciativa “Latitudes da Língua Portuguesa”, da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), que promove o português como língua global, ligando escolas e alunos de diferentes países através de atividades colaborativas.


Partilhamos uma publicação do escritor covilhanense João Morgado.

 

5 de Maio — Dia Mundial da Língua Portuguesa

𝔸 𝕝𝕚́𝕟𝕘𝕦𝕒 𝕡𝕠𝕣𝕥𝕦𝕘𝕦𝕖𝕤𝕒 𝕖́ 𝕦𝕞𝕒 𝕞𝕒̃𝕖 𝕖𝕞 𝕡𝕒𝕣𝕥𝕠 𝕔𝕠𝕟𝕥𝕚́𝕟𝕦𝕠, 𝕤𝕖𝕞𝕡𝕣𝕖 𝕘𝕣𝕒́𝕧𝕚𝕕𝕒 𝕕𝕖 𝕗𝕦𝕥𝕦𝕣𝕠.


No Dia Mundial da Língua Portuguesa, importa celebrá-la não como peça de museu, mas como organismo vivo. Uma língua não se conserva embalsamando-a. Conserva-se falando-a, escrevendo-a, amando-a, discutindo-a, levando-a para a escola, para a ciência, para a empresa, para a poesia e para a rua.

O português cresceu por encontro, mistura, viagem, conflito, comércio, oração, canto e literatura. Em cada tempo, em cada porto, recebeu um sopro; em cada povo, ganhou uma cadência, um acréscimo, um sotaque.

No Brasil, alargou o corpo e agigantou-se. Em África, ganhou música, força e juventude. E sustentou crioulos que são memória de dor e de superação.

Mas uma língua viva evolui como uma árvore: cresce por dentro, pelas raízes, pela seiva dos falantes. Não por reformas decretadas em gabinetes, nem por expurgações ideológicas de quem, em nome de uma falsa virtude, quer proibir expressões antes de as compreender.

A língua não precisa de pretensos higienistas. Precisa de leitores, professores, escritores, tradutores, crianças que perguntem, emigrantes que sintam o seu apelo, e estrangeiros que nela encontrem uma chave de futuro.

Os filhos e netos dos nossos emigrantes não aprenderão português apenas por saudade dos avós. Aprenderão porque o português será, cada vez mais, uma língua de cultura, ciência, diplomacia, tecnologia e negócios. Aprenderão quando perceberem que ele abre mercados, universidades, bibliotecas, afectos e une continentes.

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