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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Mês das Bibliotecas Escolares

O Mês das Bibliotecas Escolares não podia ter tido melhor início…

No Dia Mundial da Música ouviu-se música na BE.

O André Tomás, a Carolina Garcia e a Irina Btito, alunos Ensino Articulado de 9º ano, presentearam-nos com um momento musical de excelência:


A Arte diz não à violência

No dia 2 de outubro, assinalámos o Dia Internacional da Não-Violência, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, com o propósito de promover uma cultura de paz, respeito e tolerância, através da educação.

Para assinalar esta data, foi apresentada a obra «Ainda me Vês?», da autoria de Paula Vaz, docente da ESQP, numa iniciativa que procurou, através da arte, sensibilizar para a violência e, em particular, para a violência contra as mulheres.

A figura de uma mulher idosa, representada na obra, poderia ser, contudo, a de um homem, de uma criança ou de um adolescente. Mais do que representar uma pessoa em particular, esta figura simboliza a vulnerabilidade e a fragilidade de todas as vítimas, independentemente do género ou da idade — vítimas tantas vezes invisíveis, silenciadas ou ignoradas.

Depois da observação da obra, os visitantes foram convidados a parar, olhar e refletir, deixando anonimamente uma palavra ou uma pequena frase em resposta a duas questões:

«O que vejo?»

«O que posso fazer?»

A adesão à iniciativa e o número de mensagens deixadas ultrapassaram largamente as nossas expectativas. Cada palavra registada revela uma forma de olhar, de sentir e, sobretudo, de pensar sobre aquilo que podemos fazer perante situações de violência.

Este envolvimento mostra-nos que os nossos alunos estão atentos, questionam a realidade que os rodeia e reconhecem que não podemos permanecer indiferentes perante a violência.

A arte permite-nos ver o que, muitas vezes, preferimos não olhar.

Permite-nos questionar. Permite-nos sentir.

E, acima de tudo, pode ajudar-nos a transformar o olhar em ação.

Porque a violência não pode ser silenciada. Porque todos podemos fazer a diferença.

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